Uma semana em Guadalupe é pouco para um arquipélago em forma de borboleta, onde cada asa tem a sua própria personalidade. A maioria dos viajantes perde meio dia, todos os dias, em idas e vindas mal planeadas entre Grande-Terre e Basse-Terre. Na Hostel Toucan, as nossas equipas percorrem estas estradas o ano inteiro: construímos este roteiro de Guadalupe de 7 dias para minimizar os trajetos e maximizar o tempo com os pés na água.
A lógica da divisão: por que agrupar por asa
Guadalupe atravessa-se depressa no papel (cerca de 1.700 km²), mas os tempos reais de estrada surpreendem. A N1 que liga Pointe-à-Pitre a Basse-Terre fica congestionada de manhã e ao fim da tarde, e a estrada litoral de Basse-Terre (Deshaies, Bouillante) é sinuosa: conte com uma média de 40 km/h, não mais.
O nosso princípio: não misturar as duas asas no mesmo dia. Começamos por Grande-Terre (praias, vida à beira-mar, mais perto do aeroporto) e depois passamos a Basse-Terre (vulcão, floresta, mergulho). Mantemos o centro, em torno de Pointe-à-Pitre, como charneira. Resultado: menos quilómetros, mais banhos.
Algumas referências de distâncias reais segundo o nosso acompanhamento no terreno:
- Aeroporto Pôle Caraïbes → Sainte-Anne: 25 min (20 km)
- Sainte-Anne → Pointe des Châteaux: 30 min (20 km)
- Le Gosier → Deshaies: 1 h 15 (55 km) sem congestionamentos
- Deshaies → praia de Malendure (Reserva Cousteau): 25 min (18 km)
- Trois-Rivières → cais de Les Saintes: 20 min de estrada + 20 min de barco

Dias 1 a 3: Grande-Terre, a asa balnear
Dia 1 — Chegada e aclimatação em Le Gosier ou Sainte-Anne
Aterragem em Pôle Caraïbes, levantamento do carro de aluguer (indispensável aqui) e rumo a leste. Deixe as malas em Le Gosier ou Sainte-Anne: são as melhores bases para se deslocar sem conduzir muito. Primeiro banho na praia da Caravelle, em Sainte-Anne, uma lagoa turquesa protegida pela barreira de coral. No fim do dia, mercado de Sainte-Anne para as especiarias, o rum macerado e os primeiros accras. Com a diferença horária (-5 h no inverno, -6 h no verão em relação a Paris), vai acordar cedo: tanto melhor.
Dia 2 — Pointe des Châteaux e Saint-François
Madrugar para a Pointe des Châteaux, o extremo leste da ilha, onde o Atlântico se desencadeia sobre as falésias. A subida até à cruz (15 min) oferece uma vista de 360° sobre La Désirade e Petite-Terre. Desça de novo até Saint-François para almoçar na marina, e depois um banho tranquilo em Anse des Salines. Os amantes do snorkeling vão apreciar o Îlet du Gosier, acessível de barco-lançadeira (cerca de 8 € ida e volta).
Dia 3 — Le Moule, Porte d’Enfer e o Memorial ACTe
Rumo a norte, até Le Moule e a costa selvagem: a Pointe de la Grande Vigie e a Porte d’Enfer oferecem paisagens em bruto, longe dos postais. No regresso, reserve duas horas para o Memorial ACTe em Pointe-à-Pitre, lugar de memória sobre a escravatura: uma paragem essencial para compreender a alma crioula do arquipélago.
Dica da concierge: faça as compras em Pointe-à-Pitre ou Baie-Mahault antes de passar a Basse-Terre, onde os grandes supermercados rareiam na costa oeste.
Dias 4 a 6: Basse-Terre, a asa de natureza
É aqui que se muda de alojamento para evitar as idas e vindas. Uma noite em Deshaies ou Bouillante poupa-lhe facilmente 2 h de estrada por dia. Descubra os nossos alojamentos em /location-guadeloupe.
Dia 4 — Deshaies, Grande Anse e o jardim botânico
Estrada litoral até Deshaies. A praia de Grande Anse, um vasto arco de areia dourada bordejado de coqueiros, é uma das mais belas do arquipélago — chegue antes das 10 h para estacionar. À tarde, o Jardim Botânico de Deshaies (entrada cerca de 17 € por adulto) desdobra uma vegetação tropical exuberante nas alturas. Pôr do sol sobre o porto de pesca, ti-punch na mão.
Dia 5 — Reserva Cousteau e mergulho em Malendure
Direção Bouillante e a praia de Malendure, porta de entrada da Reserva Cousteau em torno das ilhotas Pigeon. É o local número um de Guadalupe para o snorkeling e o mergulho. Conte com:
- Saída de snorkeling de barco: 25 a 35 € por pessoa
- Batismo de mergulho: 60 a 80 €
- Saída em caiaque transparente: cerca de 30 €
Tartarugas, peixes-papagaio e corais estão presentes numa água a 27-28 °C o ano inteiro.
Dia 6 — La Soufrière, as cascatas do Carbet ou o Parque Nacional
Dia de floresta tropical no Parque Nacional de Guadalupe. Duas opções consoante a sua forma física:
- La Soufrière (1.467 m, vulcão ativo): 3 h ida e volta a partir do parque dos Bains Jaunes, desnível acentuado, leve corta-vento porque o cume está muitas vezes nas nuvens.
- As cascatas do Carbet: a 2ª cascata é acessível em 30 min a pé, espetacular (110 m). A 1ª cascata exige uma caminhada mais exigente.
Termine nos Bains Jaunes, fonte de água quente sulfurosa gratuita, para relaxar as pernas.
