Sete dias é a duração ideal para uma primeira viagem: suficiente para ver o essencial, curto demais para fazer tudo. O erro que mais vejo, depois de vários anos recebendo viajantes na ilha, é querer trocar de hospedagem a cada dois dias e passar as férias na estrada. Meu roteiro pela Martinica em 1 semana se apoia no oposto: uma única base, voltas de um dia, e um ritmo que deixa tempo para nadar. A Martinica tem apenas 80 km de comprimento, mas suas estradas de montanha e os engarrafamentos de Fort-de-France logo transformam 40 km em 1h15. Melhor escolher bem o ponto de partida do que multiplicar os trajetos.
Por que uma base única para este circuito de 7 dias na Martinica
Para um circuito de 7 dias na Martinica, aconselho deixar as malas na região de Les Trois-Îlets / costa caribenha sul. É o equilíbrio geográfico perfeito: você fica a 30-45 min das praias do sul, a 1h-1h15 do norte pela costa caribenha, e a baía de Fort-de-France está bem em frente. Assim você evita atravessar a aglomeração no horário de pico para chegar às suas atividades.
Algumas referências concretas antes de começar este road trip pela Martinica:
- Carro indispensável: o transporte público continua limitado fora da aglomeração. Reserve o aluguel assim que comprar as passagens na alta temporada.
- Combustível: conte de 1,75 a 1,85 €/L (2026). Encha o tanque na véspera dos dias no norte, os postos rareiam depois de Saint-Pierre.
- Melhor época: a estação seca (o Carême), de dezembro a abril, oferece as estradas mais transitáveis e menos chuva. O carnaval (fevereiro-março) anima Fort-de-France, mas fecha pontualmente os centros das cidades.
- Horários de pico: evite atravessar Fort-de-France entre 6h30-8h30 e 16h-18h30. Adie suas saídas para as 9h em vez de enfrentar a A1.
Para acertar os detalhes de cada lugar, mantenha à mão nosso guia completo da Martinica.

O roteiro dia a dia: Sul, Centro, Norte
Dia 1 — Chegada e aclimatação no Sul
O voo de Paris dura cerca de 8h30 e você chega ao aeroporto Aimé Césaire (Le Lamentin) com 5 a 6 horas de fuso horário nas pernas (-5h no inverno, -6h no verão). Não planeje nada ambicioso. Pegue o carro, vá até sua hospedagem, faça umas compras no supermercado e presenteie-se com um primeiro pôr do sol sobre o mar do Caribe com um ti-punch. Conte de 30 a 45 min de estrada do aeroporto a Les Trois-Îlets.
Dia 2 — As praias míticas do Sul
Primeiro dia de praia de verdade. Rumo a Sainte-Anne e à célebre praia de Les Salines, provavelmente a mais bonita da ilha: areia dourada, coqueiros, água turquesa. Chegue antes das 10h pela luz e pelo estacionamento. À tarde, recue para a Pointe Marin ou para a Grande Anse des Salines para o banho. Almoço num lolo (barraca crioula): peixe grelhado ou colombo por 12 a 16 €. Trajeto de ida desde Les Trois-Îlets: cerca de 40 min.
Dia 3 — Anses-d’Arlet e fundos marinhos
Dia de snorkeling na costa caribenha sul. Na Anse Dufour e na Anse Noire (areia preta vulcânica, acesso por uma escada), nada-se com frequência com as tartarugas-verdes a poucos metros da margem; máscara e snorkel bastam. Avance até a Grande Anse d’Arlet, com seu pontão e sua igreja com os pés na água. É um dia de baixo orçamento: só o almoço é pago. Conte 30-40 min de estrada.
Dia 4 — Le Diamant e a Rota dos Runs
Direção Le Diamant e sua longa praia batida pelos alísios, em frente ao espetacular Rochedo do Diamante. No caminho, inclua uma destilaria: La Mauny ou Trois-Rivières (Sainte-Luce / Rivière-Pilote) visitam-se com facilidade. Degustação de rum agrícola AOC incluída, entrada muitas vezes gratuita até 8 €. Compre seu rum aqui em vez de no supermercado. Faça uma parada no Memorial Cap 110 (Anse Caffard), comovente homenagem às vítimas da escravidão.
Dia 5 — O Centro: Trois-Îlets, Balata, Fort-de-France
Dia mais tranquilo, sem grandes estradas. De manhã, explore Les Trois-Îlets: o museu da Pagerie (casa de infância de Joséphine de Beauharnais), a Aldeia da Olaria e a Savane des Esclaves. À tarde, suba ao Jardim de Balata (estrada de Fort-de-France): jardim botânico tropical e pontes suspensas na copa das árvores; conte cerca de 16 € de entrada. Dica local: chegue a Fort-de-France de lancha marítima desde a Pointe du Bout para evitar os engarrafamentos e visitar a biblioteca Schoelcher e o mercado coberto.
Dia 6 — O Norte: Saint-Pierre e a Montanha Pelée
O dia mais cheio, melhor começar cedo. Suba a costa caribenha (cerca de 1h-1h15) até Saint-Pierre, a antiga “pequena Paris das Antilhas” destruída pela erupção da Montanha Pelée em 1902. As ruínas (teatro, masmorra de Cyparis) e o museu contam esse drama; a cidade ostenta o selo Ville d’art et d’histoire (Cidade de Arte e História). Os caminhantes experientes podem mirar a subida à Pelée (partida bem cedo, 5 a 6 h ida e volta). Mais acessível: o Jardim de Balata ou um banho de areia preta em Le Carbet. Retome a estrada antes do anoitecer, as curvas do norte não perdoam o cansaço.
Dia 7 — Atlântico selvagem ou descanso antes do regresso
Conforme o horário do seu voo, duas opções. Se você parte à noite, escape para o lado Atlântico rumo a Tartane e à península da Caravelle: trilha da reserva natural, farol, ruínas do castelo Dubuc e pontos de surf. Se o voo for de manhã, guarde um último banho tranquilo perto da base e arrume as malas sem estresse. Planeje estar no aeroporto 2 horas antes da partida.
