Se está a preparar uma caminhada até às cataratas do Carbet, vai depressa esbarrar na mesma pergunta que todos os nossos viajantes fazem: deve apontar para a primeira, a segunda ou a terceira queda? Depois de dezenas de idas e voltas ao local, tanto com famílias como com casais desportistas, eis a nossa resposta honesta: tudo depende do seu nível, do seu tempo e do tempo que estiver naquele dia. Este guia compara as três cascatas, com o estado real dos trilhos, os preços e as durações constatadas no terreno.
As cataratas do Carbet em duas palavras
As três cataratas do Carbet são alimentadas pelo rio Grand Carbet, que desce a encosta leste de La Soufrière (1467 m), no município de Capesterre-Belle-Eau, em Basse-Terre. Gerido pelo Parque Nacional da Guadalupe, o local é um dos pontos naturais mais visitados das Pequenas Antilhas.
Três cascatas, três ambientes:
- Primeira queda: 115 m de altura, a mais espetacular, reservada aos caminhantes experientes.
- Segunda queda: 110 m, a estrela do local, acessível a quase toda a gente em 20 a 25 minutos.
- Terceira queda: apenas 20 m, mas o maior caudal. Trilho oficialmente fechado há vários anos.
Acesso e preços do local
- A partir da vila de Saint-Sauveur (Capesterre-Belle-Eau), siga a estrada de l’Habituée (D4) durante cerca de 8 km até ao parque de estacionamento ordenado, a 600 m de altitude.
- Conte com 45 minutos de carro a partir de Pointe-à-Pitre (cerca de 35 km) e 1 hora a partir de Sainte-Anne ou Saint-François.
- Acesso ao local: cerca de 2,50 € por adulto e 1 € por criança (gratuito até aos 6 anos), estacionamento incluído. Leve dinheiro trocado.
- Aberto geralmente das 8h às 16h30: chegue antes das 9h para ter boa luz, evitar os grupos e reduzir o risco de aguaceiros.

Segunda queda do Carbet: a escolha familiar (e a boa escolha para 80 % dos visitantes)
A segunda queda do Carbet é a que recomendamos à maioria dos nossos viajantes: um trilho largo, empedrado em quase todo o percurso, com passadiços e degraus.
- Duração: 20 a 25 minutos só de ida a partir do parque de estacionamento, ou seja, cerca de 45 minutos a 1 hora ida e volta com as paragens para fotografias.
- Desnível: uma centena de metros, progressivo.
- Nível: fácil. Já acompanhámos crianças de 4 anos e visitantes de 75 anos sem qualquer dificuldade.
- Chegada: um miradouro de frente para o véu de água de 110 m que jorra da falésia vulcânica. Nos dias de forte caudal, a neblina de água chega até si.
Um ponto importante, muitas vezes mal explicado: não se toma banho ao pé da segunda queda. Desde os desabamentos provocados pelo sismo de 2004, o acesso à poça está proibido e o trilho termina no miradouro protegido. Ainda assim, o panorama continua a ser um dos mais fotogénicos da Guadalupe.
Para quem?
Famílias com crianças pequenas, viajantes com pressa que combinam a queda com o vizinho Grand Étang, e todos os que querem o máximo efeito «uau» com o mínimo esforço.
Primeira queda do Carbet: o acesso para caminhantes experientes
A primeira queda, a mais alta com os seus 115 m, conquista-se. O trilho parte do mesmo parque de estacionamento mas muda depressa de registo: raízes escorregadias, degraus altos, troços lamacentos, uma escada e a travessia do rio Grand Carbet a vau.
- Duração: de 1h45 a 2h30 ida e volta, conforme o seu ritmo e o estado do terreno.
- Desnível: cerca de 300 m acumulados, com secções íngremes.
- Nível: desportivo. Botas de caminhada com sola dentada indispensáveis; chinelos, nem pensar.
- Recompensa: um miradouro suspenso sobre os dois patamares da cascata, no coração de uma floresta de altitude forrada de fetos arbóreos — e dez vezes menos gente do que no miradouro da segunda queda.
A nossa dica de terreno: desista se o rio estiver alto ou a chuva forte. A travessia a vau torna-se perigosa em caso de cheia, frequente durante a estação húmida (junho a novembro). Entre dezembro e abril, as condições são bem mais fiáveis. Consulte o painel do Parque Nacional à entrada: o estado dos trilhos é aí atualizado, e a primeira queda fecha pontualmente após chuvas fortes.
Para quem?
Caminhantes regulares, fotógrafos, viajantes que já viram a segunda queda e querem uma versão mais selvagem da cascata de Basse-Terre por excelência.
Terceira queda do Carbet: fechada, não arrisque
Sejamos claros, porque muitos blogues mantêm a ambiguidade: o trilho da terceira queda está oficialmente fechado há vários anos por causa de desabamentos recorrentes. Com apenas 20 m de altura mas dotada do maior caudal das três, era antigamente alcançada por Routhiers, nas alturas de Capesterre-Belle-Eau.
A cada estação, há visitantes que se aventuram na mesma e alguns acabam evacuados de helicóptero: a zona é instável, não tem manutenção e fica sem cobertura telefónica em certos pontos. Enquanto o Parque Nacional não reabrir o itinerário, a terceira queda não faz parte das opções — a primeira e a segunda dão de sobra para preencher um dia.
