Da mesa crioula com os pés na areia ao restaurante gastronómico com vista sobre a baía, a Martinica delicia de manhã à noite. Aqui, a cozinha conta uma história: a das especiarias vindas de longe, do peixe pescado na própria manhã, das frutas repletas de sol e dessa generosidade crioula que o senta à mesa como em família. Quer procure um colombo fumegante, uns accras estaladiços, um bokit para devorar à pressa ou um jantar romântico de frente para o pôr do sol, este guia leva-o a descobrir as boas mesas da ilha, zona por zona e orçamento por orçamento. Prepare o paladar, a viagem gourmet começa.
A cozinha crioula martinicana: o que é absolutamente imperdível provar
Antes de partir à caça das boas moradas, familiarize-se com os imperdíveis. A cozinha martinicana é uma mestiçagem saborosa de influências africanas, indianas, europeias e caribenhas.
- Os accras de bacalhau: estes pastéis dourados e estaladiços são o aperitivo rei. Vai encontrá-los por todo o lado, do restaurante chique à banca de praia.
- O colombo: este caril antilhano de especiarias suaves apresenta-se com frango, com cabrito ou com porco, cozinhado lentamente e servido com arroz.
- O blaff de peixe: um peixe escalfado num caldo perfumado com lima, malagueta e especiarias, fresco e leve.
- O court-bouillon de peixe: a não confundir com o blaff, trata-se aqui de um prato com molho de tomate apurado.
- O féroce de abacate: um puré de abacate, bacalhau e farinha de mandioca, generosamente apimentado.
- O boudin crioulo: picante, servido como entrada ou ao aperitivo.
E para acompanhar tudo isto, o mítico ti-punch: rum agrícola, xarope de cana e um toque de lima. A saborear com moderação, mas sem o dispensar.
Onde comer em Trois-Îlets e na Anse Mitan?
A zona de Trois-Îlets, mesmo em frente a Fort-de-France, do outro lado da baía, concentra uma bela densidade de mesas, do gastronómico ao pés na areia.
As mesas gastronómicas com vista
Várias moradas de prestígio aninham-se nas alturas ou à beira-mar, oferecendo uma vista panorâmica sobre a baía de Fort-de-France. Aqui cuida-se do empratamento, trabalham-se os produtos da época e as especiarias locais, e tanto a carta de vinhos como a de runs estão à altura. É a opção ideal para um jantar especial, um aniversário ou um serão a dois. Conte com um orçamento mais elevado e lembre-se de reservar, sobretudo na época alta.
Os restaurantes com os pés na areia
Na Anse Mitan e na Grande Anse, vários estabelecimentos instalam-no literalmente com os pés na areia, a mesa posta de frente para a lagoa. Peixes grelhados, lagostas, fricassé de polvo e tábuas de mariscos reinam por aqui. É o sítio perfeito para um almoço que se prolonga ou um aperitivo ao pôr do sol, ti-punch na mão.
As mesas crioulas e acolhedoras
Para comer bem e local sem dar cabo da carteira, procure as pequenas mesas crioulas geridas em família, muitas vezes afastadas da marginal. Menu do dia na ardósia, accras caseiros, colombo generoso e um acolhimento caloroso: é muitas vezes aí que se esconde a autenticidade. Dica: se os habitantes lá almoçam, é bom sinal.
Onde comer em Fort-de-France?
A capital concentra uma grande variedade de mesas, das mansões coloniais requintadas aos pequenos restaurantes de bairro. O centro da cidade presta-se a um passeio gourmet, ideal para combinar com um dia de visita. Para ideias de atividades, dê uma olhada ao nosso guia o que fazer em Fort-de-France.
Mesas requintadas e cenários cheios de carácter
Algumas moradas instaladas em antigas mansões do século XIX casam cozinha cuidada, produtos da época e especiarias locais num ambiente elegante. Perfeito para uma refeição fora do comum no coração da cidade.
Os mercados, o coração gourmet da cidade
Não perca o grande mercado coberto de Fort-de-France, um festival de cores e aromas. Encontram-se aí especiarias em pirâmides, compotas, xaropes, runs aromatizados, frutas exóticas e pequenas bancas onde provar pratos crioulos à pressa. É também o sítio ideal para conversar com as vendedoras e levar o necessário para cozinhar crioulo no seu alojamento.
A comida de rua e o famoso bokit
Impossível falar de gastronomia martinicana sem mencionar a comida de rua, acessível e deliciosa.
- O bokit: esta sanduíche frita, uma espécie de pão fofo e tenro recheado com frango, bacalhau, atum, legumes ou crudités, é uma instituição. Encontra-se nas carrinhas e bancas ao longo das estradas e perto das praias. Farto, económico e perfeito para um almoço rápido.
- O pâté salgado e os agoulou: para petiscar à pressa, muitas vezes no mesmo sítio que os bokits.
- Os sumos de fruta fresca: maracujá, goiaba, graviola, cana… espremidos na hora, acompanham na perfeição um bokit.
- Os sorvetes de coco: artesanais, vendidos à saída das praias ou nos mercados, refrescam na perfeição.
As carrinhas de bokit apresentam preços muito acessíveis: é a solução gourmet quando o orçamento está apertado ou quando a fome aperta entre dois mergulhos.
Comer no Norte e no Sul da ilha
A Martinica não se resume à baía de Fort-de-France. Cada região tem a sua personalidade culinária.
O Sul (Sainte-Anne, Le Marin, Sainte-Luce)
À volta de Sainte-Anne e das praias do Sul, vai encontrar inúmeras mesas viradas para o mar e os mariscos. Beira de praia descontraída, peixes grelhados e ambiente de férias dominam. É também uma zona perfeita para combinar com um dia de descanso: encontre as nossas sugestões no guia das melhores praias da Martinica. A aldeia de Sainte-Anne propõe pequenas moradas crioulas agradáveis, a privilegiar ao almoço.
O Norte (Saint-Pierre, península da Caravelle, Norte Atlântico)
O Norte, mais selvagem e verdejante, oferece uma cozinha de terroir autêntica. Do lado de Saint-Pierre e da costa das Caraíbas, saboreia-se o peixe fresco de frente para o mar. Em direção à península da Caravelle e ao Norte Atlântico, as mesas familiares dão destaque aos produtos do quintal crioulo, ao cabrito e aos lagostins de rio. É a Martinica gourmet e tranquila, longe das multidões.
Que orçamentos prever para comer na Martinica?
Para se orientar, eis as grandes categorias de mesas:
- Comida de rua e mercados: a solução mais económica. Bokit, accras, sumos frescos e pratos para levar.
- Mesas crioulas e menus do dia: uma excelente relação qualidade-preço, com uma cozinha generosa e local.
- Restaurantes de praia e mariscos: orçamento intermédio, variável consoante escolha peixe grelhado ou lagosta (muitas vezes vendida ao peso).
- Mesas gastronómicas: orçamento mais elevado, para as grandes ocasiões e as vistas de exceção.
Bom saber: cozinhar em casa continua a ser uma opção esperta e acolhedora. Faça as compras no mercado ou na peixaria, tire o tacho e lance-se num colombo caseiro. A maioria dos nossos alojamentos dispõe de uma cozinha equipada para isso.
Os nossos conselhos de viajantes gourmets
- Reserve ao fim de semana e na época alta (de dezembro a abril, período do carnaval e da quaresma), sobretudo para as boas mesas e os restaurantes de praia mais procurados.
- Siga os locais: as mesas frequentadas pelos martinicanos são quase sempre as melhores, mesmo quando o cenário é modesto.
- Prove o rum agrícola: a Martinica é a única região do mundo cujo rum beneficia de uma AOC. Uma visita a uma destilaria combina na perfeição com uma prova.
- Atreva-se à malagueta com prudência: os molhos sauce chien e outros condimentos crioulos podem ser bem picantes. Pergunte antes de regar o seu prato.
- Privilegie o peixe e os produtos do dia: a frescura faz toda a diferença na cozinha antilhana.
- Leve água e dinheiro trocado para as bancas à beira da estrada, que nem sempre aceitam cartão.
Onde ficar para aproveitar as boas mesas?
Para saborear a Martinica sem constrangimentos, é melhor pousar as malas no sítio certo. Os nossos alojamentos em Trois-Îlets colocam-no no coração das melhores moradas, a dois passos dos restaurantes da Anse Mitan e da Grande Anse, com vista mar e piscina. Assim aproveita as mesas à noite, as praias durante o dia e uma cozinha equipada para improvisar um colombo ou um blaff com os produtos do mercado.
Quer planear a sua estadia gourmet? Descubra todos os nossos alojamentos na Martinica com a Hostel Toucan e reserve a sua escapadinha crioula. À mesa, e bom apetite, como se diz por aqui: bon apéti!
Moradas e estabelecimentos citados a título indicativo; horários e mesas podem evoluir.