Aninhada no fundo da baía de Fort-de-France, na margem sul, Les Trois-Îlets é sem dúvida o município mais completo para uma primeira estadia na Martinica. Em um único dia, encadeiam-se uma marina animada, uma travessia de barco até a capital, a casa natal de uma imperatriz, uma vila de oleiros artesãos e um campo de golfe desenhado de frente para o mar. É essa concentração de prazeres que faz de Les Trois-Îlets na Martinica uma base privilegiada para os viajantes, e um campo de descobertas que adoro mostrar.
Depois de anos vivendo na ilha e acompanhando visitantes por aqui, este é o meu guia concreto para aproveitar este município muito além do cartão-postal.
Les Trois-Îlets, o município balnear da baía
Com cerca de 8.000 habitantes, Les Trois-Îlets ocupa uma posição estratégica: bem em frente a Fort-de-France, mas longe de sua agitação. Como a Martinica é um departamento e região ultramarina (DROM) francês — capital Fort-de-France, cerca de 360.000 habitantes, euro, francês e crioulo, código +596, diferença de horário de -5h no inverno e -6h no verão em relação a Paris — encontra-se aqui todo o conforto da França continental num cenário tropical.
O município deve seu nome a três pequenas ilhotas pousadas na baía. Seu coração histórico, em torno da praça da Igreja e da prefeitura, conserva casebres crioulos e uma atmosfera de vila tranquila. Mas é sobretudo seu litoral que atrai: a Pointe du Bout, a Anse Mitan e a Anse à l’Âne formam um colar de praias e píeres voltados para o pôr do sol.
Como chegar a Les Trois-Îlets
- Do aeroporto Aimé Césaire (Le Lamentin): cerca de 30 a 40 minutos pela N5 (~25 km), fora dos horários de pico.
- De Fort-de-France por estrada: 30 a 45 km contornando a baía, ou seja, 45 min a 1 h conforme o trânsito, muitas vezes intenso.
- De Fort-de-France por mar: 20 minutos de barco, e zero engarrafamentos.
Meu conselho de morador: o carro continua sendo muito recomendado para circular pelo resto da ilha, mas para chegar à capital, esqueça o volante e pegue o barco.

A Pointe du Bout: marina, praias e pôr do sol
A Pointe du Bout é o pulmão turístico de Les Trois-Îlets. Esta península urbanizada concentra uma marina elegante, restaurantes à beira d’água, lojas, clubes de mergulho e vários hotéis. À noite, os píeres se animam e a vista das luzes de Fort-de-France, do outro lado da baía, vale o desvio.
A poucos passos, a praia da Anse Mitan oferece uma água calma, rasa, ideal para as famílias, com algumas palhoças e aluguel de espreguiçadeiras. Mais a oeste, a Anse à l’Âne estende uma areia dourada apreciada por seu ambiente descontraído e suas mesas crioulas. Voltadas para o mar do Caribe, essas enseadas oferecem pôr do sol memoráveis, sobretudo na estação seca.
Algumas referências para se organizar:
- Snorkeling e mergulho: vários clubes partem da marina rumo aos sítios da baía e das vizinhas Anses-d’Arlet.
- Orçamento de restaurante: conte 18 a 28 € o prato numa mesa da Pointe, menos nos lolos da vila.
- Aluguel de carro: previsão de cerca de 35 a 55 € por dia conforme a estação; reserve cedo na alta temporada (dezembro a abril).
O barco para Fort-de-France: o truque local
Esse é, para mim, o trunfo mais subestimado de Les Trois-Îlets. Em vez de enfrentar os engarrafamentos que paralisam a região metropolitana nos horários de pico, as lanchas da baía ligam em cerca de vinte minutos Les Trois-Îlets ao centro de Fort-de-France.
Três embarcadouros servem o município: a Pointe du Bout, a Anse Mitan e a Anse à l’Âne. Os barcos atracam em Fort-de-France ao pé da Savane, a poucos passos do mercado coberto e do Fort Saint-Louis.
O que é preciso saber:
- Duração: cerca de 20 minutos de travessia, mais rápida e agradável que a estrada.
- Tarifa indicativa: em torno de 7 a 8 € o trajeto simples, muitas vezes mais barato ida e volta (cerca de 10 a 12 €).
- Frequência: partidas regulares durante o dia; verifique os últimos horários da noite antes de sair para jantar na cidade.
- Bônus: a travessia em si é um minicruzeiro, perfeito para fotografar a baía e o Fort Saint-Louis a partir da água.
Hospedar-se do lado de Les Trois-Îlets e visitar Fort-de-France de barco: esse é o combo vencedor para descobrir as duas faces da baía sem estresse.
O museu da Pagerie: nos passos de Josefina
Impossível falar de Les Trois-Îlets sem mencionar sua filha mais célebre: Marie-Josèphe Rose Tascher de la Pagerie, futura Josefina de Beauharnais, esposa de Napoleão e imperatriz dos franceses, nascida aqui em 1763.
O museu da Pagerie instalou-se nos vestígios do engenho açucareiro da família, nas verdes alturas do município. Visita-se a antiga cozinha de pedra transformada em espaço museológico, que reúne mobiliário de época, cartas, retratos e objetos pessoais que evocam a juventude crioula de Josefina antes de seu destino parisiense. Ao redor, ainda se adivinham as ruínas do moinho e do engenho, abraçadas pela vegetação tropical.
Informações práticas:
- Duração da visita: 45 minutos a 1 hora.
- Tarifa indicativa: cerca de 6 a 8 € por adulto, tarifa reduzida para as crianças; verifique os horários antes de vir.
- Ambiente: um cenário tranquilo e sombreado, ideal no meio da manhã.
O museu da Pagerie abre uma janela rara sobre a história colonial da ilha, sua economia açucareira e o sistema escravista que a sustentava. É uma visita que dá densidade a uma estadia, longe do simples ócio de praia.

A Vila da Olaria e a Savane des Esclaves
Terra adentro, a Vila da Olaria de Les Trois-Îlets ocupa uma antiga olaria do século XVII, uma das mais antigas da Martinica. Os fornos de tijolos originais ainda são visíveis, e o sítio é hoje reocupado por artesãos, ceramistas, criadores e lojas. Passeia-se entre os ateliês, observam-se os oleiros em ação, descobrem-se objetos feitos à mão e pode-se sentar em um dos restaurantes do local. É o endereço perfeito para uma lembrança autêntica e para compreender uma tradição ainda viva.
A poucos minutos dali, a Savane des Esclaves propõe uma reconstituição em tamanho real de uma vila antilhana de antigamente: casebres de varas, jardim crioulo de plantas medicinais e de subsistência, percurso pedagógico sobre a escravidão e a vida de outrora. É uma das visitas mais marcantes para quem quer compreender a alma martiniquesa.
Para esses dois sítios:
- Vila da Olaria: entrada gratuita, paga-se apenas as compras ou a refeição; conte 1 h no local.
- Savane des Esclaves: tarifa em torno de 10 a 12 € por adulto, cerca de 1 h 30 de visita, muito apreciada pelas famílias.
- Dica: combine as duas na mesma manhã, são vizinhas e complementares.
O golfe da Pointe: um percurso assinado de frente para a baía
Les Trois-Îlets abriga o único grande campo de golfe da ilha, o golfe da Imperatriz Josefina (golfe da Pointe), um 18 buracos aninhado num cenário tropical com vistas para a baía. Desenhado nos anos 1970, desdobra seus fairways entre coqueiros e buganvílias, a poucos passos da casa natal de quem lhe deu o nome.
Algumas referências:
- Percurso: 18 buracos, aberto a jogadores de todos os níveis; aluguel de material e campo de treino no local.
- Green-fee indicativo: conte cerca de 50 a 70 € a diária conforme a estação.
- Cenário: ambiente descontraído, club-house e restauração; reserva aconselhada na alta temporada.
Mesmo sem ser um golfista experiente, o lugar merece uma olhada por seu cenário. É também um argumento de peso para os viajantes que querem aliar esporte e descanso numa mesma estadia.
Onde se hospedar em Les Trois-Îlets para aproveitar tudo
Com sua marina, seu barco, seus museus e suas praias, Les Trois-Îlets marcam todas as casas de uma primeira estadia bem-sucedida: circula-se facilmente pelo Sul (Sainte-Anne, Le Diamant), atravessa-se para Fort-de-France de barco, e desfruta-se do pôr do sol sobre a baía todas as noites.
No Hostel Toucan, gerimos aluguéis de temporada idealmente situados em Les Trois-Îlets e arredores, pensados para viver o município como um local. Reservando diretamente, você aproveita:
- A reserva direta sem taxas de plataforma.
- O cancelamento gratuito até 7 dias antes da chegada.
- Um atendimento WhatsApp 7 dias por semana para suas perguntas e boas dicas no terreno — horários do barco, mesa do dia ou horário para o museu.
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Les Trois-Îlets não é apenas mais um cartão-postal: é o ponto de partida ideal para captar, em alguns dias, toda a riqueza da Martinica — sua história, seu artesanato, sua baía e seu pôr do sol.
FAQ
O que fazer em Les Trois-Îlets em um dia?
Comece pelo museu da Pagerie e a casa natal de Josefina de manhã, encadeie com a Vila da Olaria e a Savane des Esclaves, e termine com um banho de mar e um pôr do sol na Anse Mitan ou na Pointe du Bout. Se o tempo permitir, encaixe uma travessia de barco até Fort-de-France.
Como chegar a Fort-de-France a partir de Les Trois-Îlets?
O mais simples e rápido é o barco: cerca de 20 minutos de travessia da Pointe du Bout, da Anse Mitan ou da Anse à l’Âne, por 7 a 8 € o trajeto simples. Assim, você evita os engarrafamentos da estrada, frequentes ao redor da baía nos horários de pico.
Quem foi Josefina de Beauharnais e qual é sua ligação com Les Trois-Îlets?
Marie-Josèphe Rose Tascher de la Pagerie, futura imperatriz Josefina e esposa de Napoleão, nasceu em 1763 em Les Trois-Îlets, no engenho açucareiro da família. O museu da Pagerie, instalado nos vestígios dessa propriedade, retraça sua juventude crioula por meio de mobiliário, cartas e objetos de época.
Qual é a melhor época para se hospedar em Les Trois-Îlets?
A estação seca, chamada Carême, de dezembro a abril, é ideal: céu limpo, mar calmo e pôr do sol esplêndidos sobre a baía. O carnaval anima a ilha em fevereiro-março. Reserve seu aluguel com antecedência para este período muito procurado.