Hostel Toucan — Apartments & Hotels
Menu

Natureza

Snorkeling na Anse Dufour: nadar com as tartarugas-verdes de forma ética

Publicado em 29 de março de 2026 · por Ismael Samuel

Snorkeling na Anse Dufour: nadar com as tartarugas-verdes de forma ética

A Anse Dufour é um daqueles raros locais onde você não precisa de barco, clube de mergulho nem de uma sorte excepcional para encontrar uma tartaruga-verde. Você entra pela areia, mergulha a cabeça na água e, algumas braçadas de nadadeiras depois, se vê diante de uma pradaria marinha onde essas gigantes pacíficas pastam tranquilamente. Para quem descobre a Martinica pelo sul, costuma ser o primeiro encontro marinho inesquecível da viagem. Aqui está tudo o que você precisa saber para que dê certo, sem incomodar o animal nem o ambiente.

Por que a Anse Dufour é O ponto das tartarugas do sul da Martinica

Aninhada no município de Anses-d’Arlet, entre Les Trois-Îlets e Le Diamant, a Anse Dufour é uma pequena enseada de vila de pescadores. Sua configuração explica tudo: uma baía rasa, protegida da ondulação, com o fundo coberto por pradarias de fanerógamas marinhas (as famosas “ervas de tartaruga”). Essas pradarias submarinas são a despensa das tartarugas-verdes (Chelonia mydas), a única espécie local realmente herbívora na fase adulta. Elas vêm pastar a pouca profundidade, muitas vezes entre 2 e 6 metros, perfeitamente visíveis com nadadeiras, máscara e snorkel.

Ao contrário das ideias preconcebidas, não se “procuram” as tartarugas em mar aberto: encontram-se sobre as zonas de pradaria, geralmente à direita da praia de frente para o mar, ao longo da ponta rochosa. O fundo ali alterna areia clara e manchas escuras de vegetação. É justamente nessas manchas escuras que você deve concentrar a observação.

Um bônus: a Anse Dufour também abriga uma fauna secundária generosa. Cardumes de peixes-papagaio, sargentos, às vezes uma raia pousada na areia, e bonitos paredões de coral no lado da ponta norte. A tartaruga é a estrela, mas o cenário por si só já vale o desvio.

Tortue verte (Chelonia mydas) broutant des herbiers marins sur un fond de sable clair dans une eau turquoise peu profonde, scène typique du snorkeling avec les tortues
Une tortue verte se nourrit paisiblement d'herbiers dans les eaux peu profondes, comme on peut l'observer en snorkeling. — © Andresvilla92 (Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Quando ir para maximizar suas chances

O timing faz toda a diferença entre um banho bonito e um encontro garantido.

  • A estação: de dezembro a abril, o Carême (estação seca). A água é mais clara, a ondulação mais rara, a visibilidade frequentemente supera os 10-15 metros. Na estação chuvosa (de junho a novembro), as chuvas turvam a água e os episódios de ondulação revolvem os sedimentos.
  • A hora: cedo de manhã, idealmente antes das 9h. É a dupla vantagem. A luz rasante ilumina bem as pradarias, a água ainda não foi revolvida pelos banhistas e, sobretudo, o minúsculo estacionamento da vila não está lotado. A partir das 10h-11h na alta temporada, a enseada se enche e as tartarugas, incomodadas, ficam mais discretas.
  • A maré e o vento: prefira um dia com pouco vento alísio. Um espelho d’água liso melhora claramente a visibilidade da superfície.

Em resumo, sua melhor janela é uma manhã de fevereiro ou março, por volta das 7h30-8h30. Conte com 1h a 1h30 na água para uma sessão completa sem se resfriar.

As regras de aproximação: observar sem incomodar

A tartaruga-verde é uma espécie protegida. Incomodá-la, tocá-la ou alimentá-la é proibido e passível de multa. Mas, além da lei, uma aproximação respeitosa paradoxalmente aumenta suas chances: uma tartaruga tranquila fica mais tempo, sobe para respirar sem fugir e proporciona observações muito mais bonitas.

O que fazer

  • Manter distância: fique a pelo menos 3 a 5 metros do animal. A regra de ouro: é a tartaruga que decide se aproximar, nunca o contrário.
  • Deixar livre o corredor de subida. Uma tartaruga precisa subir para respirar a cada poucos minutos. Nunca se coloque acima dela nem entre ela e a superfície.
  • Permanecer na superfície, calmo, com movimentos de nadadeiras lentos e discretos. Nada de mergulho em apneia por cima do animal.
  • Observar de lado, nunca de forma frontal agressiva.

O que NUNCA fazer

  • Tocar, acariciar ou tentar subir em uma tartaruga (isso retira seu muco protetor e a estressa gravemente).
  • Alimentá-la: a dieta de pradaria é essencial para sua saúde.
  • Usar protetor solar químico antes do banho: prefira um protetor solar mineral ou uma camiseta com proteção UV para proteger as pradarias e o coral.
  • Cercá-la com vários nadadores ou persegui-la quando ela se afasta.

Esses gestos simples são de bom senso, mas no local o entusiasmo às vezes faz esquecer o essencial. Dê o exemplo: os outros banhistas tendem a imitar o comportamento do grupo.

Anse Dufour ou Anse Noire: qual escolher?

É a grande pergunta dos visitantes, pois as duas enseadas são vizinhas, separadas por uma simples colina e ligadas por uma escada de algumas centenas de metros. Dá perfeitamente para fazer as duas na mesma manhã.

CritérioAnse DufourAnse Noire
AreiaDourada claraPreta vulcânica
Tartarugas-verdesMuito frequentes (pradarias)Possíveis, menos regulares
AmbienteEnseada de pescadores, animadaMais reservada, sombreada
Atrativo do snorkelingPradarias de tartarugasParedão rochoso, às vezes peixes-trombeta

Meu conselho de morador: comece pela Anse Dufour cedo de manhã para as tartarugas, depois atravesse a colina até a Anse Noire pelo contraste da areia preta e um pouco de sombra sob as uvas-da-praia no meio da manhã. A Anse Noire também encanta os apreciadores de pontões e por sua água fresca vinda do rio vizinho. As duas se complementam às mil maravilhas, e fazer a dupla continua sendo uma das mais belas meias-manhãs do sul da Martinica.

Plage et baie de l'Anse Dufour aux Anses-d'Arlet en Martinique, avec barques de pêche, hameau aux toits rouges et eaux abritées propices au snorkeling
L'Anse Dufour, petite baie abritée des Anses-d'Arlet en Martinique, point de départ du snorkeling avec les tortues. — © Thérèse Gaigé (Wikimedia Commons, CC0)

Informações práticas: acesso, equipamento e orçamento

Acesso. A partir de Fort-de-France, conte com cerca de 45 minutos de estrada (≈ 35 km) via Les Trois-Îlets. De Sainte-Anne ou Le Diamant, 30 a 40 minutos. A estrada desce em ziguezague até a vila. O estacionamento é muito limitado e gratuito: daí a importância de chegar cedo. O carro alugado é altamente recomendável na Martinica; nenhum transporte público prático atende a enseada nos bons horários.

Equipamento. Se você não tiver o seu, locadores no local e na praia oferecem o conjunto de nadadeiras, máscara e snorkel por cerca de 8 a 15 € por dia. Investir em uma máscara que não vaza muda radicalmente a experiência. Lembre-se de:

  • Uma camiseta com proteção UV (as costas esquentam rápido na superfície)
  • Sapatilhas de água para as entradas rochosas do lado da ponta
  • Uma boia tubo ou prancha, tranquilizadora para os nadadores menos à vontade
  • Água e um lanche: poucos comércios, sobretudo fora de temporada

Orçamento no local. Algumas barracas de pescadores servem acras, peixe grelhado e sucos locais; conte com 12 a 18 € o prato. Um dia de snorkeling na Anse Dufour pode, portanto, continuar muito acessível: menos de 30 € por pessoa, equipamento e almoço incluídos.

Segurança. A baía é protegida, mas fique atento aos barcos perto da ponta e não se afaste sozinho em direção ao mar aberto. Vigie as crianças: não há posto de socorro permanente.

Prolongar o dia no sul

A Anse Dufour se integra perfeitamente a um itinerário de “praias do sul”. A 15 minutos, o rochedo do Diamant e seus mirantes; um pouco mais longe, as Salines de Sainte-Anne, sem dúvida a mais bela praia da ilha. Por terra, Les Trois-Îlets (história de Joséphine de Beauharnais) e a Rota dos Runs com suas destilarias AOC (La Mauny, Trois-Rivières no sul) completam perfeitamente uma estadia. Para montar seu programa completo, nosso guia da Martinica detalha estações, distâncias e imperdíveis.

Onde se hospedar para aproveitar as tartarugas ao amanhecer

O segredo de um encontro bem-sucedido, já vimos, é chegar antes da multidão. Hospedar-se no sul, perto das Anses-d’Arlet, de Les Trois-Îlets ou de Le Diamant, evita a longa viagem matinal de Fort-de-France e oferece a enseada quase só para você. No Hostel Toucan, nossas acomodações de aluguel por temporada na Martinica são selecionadas pela proximidade dos mais belos locais do sul. Reserva direta sem taxas de plataforma, cancelamento gratuito até 7 dias antes da chegada, e um atendimento por WhatsApp 7 dias por semana para suas dúvidas no terreno (onde alugar o equipamento, qual manhã escolher conforme a ondulação).

Descubra nossas acomodações na Martinica para despertar sua estadia a dois passos das tartarugas. E se você possui um imóvel no sul, veja como nosso serviço de concierge para proprietários o valoriza o ano todo.

Uma manhã na Anse Dufour é uma promessa simples: entrar numa água turquesa e voltar com a lembrança de uma tartaruga-verde encontrada a um metro, com o maior respeito. A vez é sua de jogar, e de dar o exemplo.

FAQ

É certo ver tartarugas na Anse Dufour?

Nenhuma observação é jamais garantida com um animal selvagem, mas a Anse Dufour oferece uma das mais altas taxas de sucesso da Martinica graças às suas pradarias. Chegando cedo de manhã (antes das 9h) na estação seca, sobre as zonas de pradaria à direita da praia, as chances de encontrar uma tartaruga-verde são excelentes.

O snorkeling na Anse Dufour é pago?

Não, o acesso à praia e à água é totalmente gratuito. Apenas o equipamento (8 a 15 € por dia de aluguel no local) e o eventual almoço em uma barraca de pescadores ficam por sua conta. O estacionamento é gratuito, mas muito limitado, daí o interesse de chegar cedo.

Qual é a diferença entre a Anse Dufour e a Anse Noire?

As duas enseadas são vizinhas, ligadas por uma escada. A Anse Dufour tem areia dourada e pradarias frequentadas pelas tartarugas-verdes. A Anse Noire, como o nome indica, tem areia preta vulcânica, mais sombra e um belo paredão rochoso. O ideal é fazer as duas na mesma manhã.

Pode-se tocar nas tartarugas-verdes?

Não, é estritamente proibido e passível de multa. A tartaruga-verde é uma espécie protegida. É preciso manter-se a 3-5 metros, nunca tocá-la, alimentá-la nem cercá-la, e deixar livre seu acesso à superfície para respirar. Uma aproximação calma, aliás, aumenta suas chances de observação.

🧭 Qual alojamento é para si?

3 perguntas, 20 segundos.

Leia também